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Guia do Bairro – Graças


Diferente de outros bairros da capital pernambucana que teve a sua origem a partir dos engenhos da cana caiana, o nobre bairro das Graças surgiu de um loteamento criado no século XIX na região do antigo sítio que começava no Camboa do Manguinho (hoje parque Amorim) e se estendia até as margens do Rio Capibaribe, bem próximo da Estrada de Manguinho e da Rua da Baixa Verde e da Ventura (atuais Avenida Rui Barbosa e Joaquim Nabuco).





Este sítio veio a ser dividido em duas partes, uma chamada de “Capunga Velha” (que tinha por eixo a atual Rua Joaquim Nabuco) e a outra chamada de “Capunga Nova”, com início nos Quatro Cantos e tendo por eixo a atual Rua das Pernambucanas.
Em meados do século XVIII, está aréa da Capunga era de propriedade do sargento-mor Luís Ferreira Feio e sua mulher D. Maria Correia Monteiro, que, em 28 de março, o venderam a propriedae ao comerciante açoriano Guilherme Fischer. Por morte deste, em 18 de setembro de 1758, os seus bens foram transferidos por força de testamento para a Irmandade de São Pedro dos Clérigos do Recife, área hoje compreendida entre a Rua das Pernambucanas e a Avenida Rui Barbosa, incluindo-se os dois lados da Rua das Graças.
O loteamento da “Capunga Velha” foi promovido pelo francês Nicolau Gadault, conforme o anúncio publicado no Diario de Pernambuco de 17 de novembro de 1835.
O primeiro a construir naquela área foi o também francês Bernard Lasserre, casado com a brasileira Cândida Senhorinha Vieira, que ergueu o seu sobrado à margem do Capibaribe, hoje o local é ocupado pela Fundição Capunga, aqui, também foi construido o Porto Lassere que era destinado às canoas de carreira. Nesta parte do Capibaribe, foi também construída, pela Companhia de Trilhos Urbanos, no final do século XIX, em 1884, uma ponte de ferro destinada à passagem dos trilhos da maxambomba, unindo os bairros da Capunga e da Madalena.





Como não poderia deixar de ser, a via veio a ser chamada de Ponte Lasserre, que antecedeu a atual Ponte da Capunga. O segundo loteamento, o “Capunga Nova”, era propriedade do bacharel Antônio de Araújo Ferreira Jacobina, natural do estado da Bahia, que, no inicio de janeiro de 1845, solicitou à Câmara Municipal do Recife “a autorização para construir ruas acessos em sua propriedade na Capunga”. O “dr. Jacobina”, como ficou conhecido, residia, segundo anúncio do Diário de Pernambuco, de 25 de fevereiro de 1835, “numa boa casa de vivenda, à margem do Capibaribe”, de “quatro salas, nove quartos, cozinha, estribaria e cocheira”, localizada no final da Rua das Pernambucanas, em local conhecido como Porto Jacobina. Formado pela Universidade de Coimbra (1821), veio a falecer no Recife em 5 de outubro de 1870, sendo o seu nome lembrado por uma das ruas do bairro.
O bairro das Graças tem um dos maiores índices de qualidade de vida da cidade, os seus moradores ainda preserva hábitos interioranos ao mesmo tempo em que se destaca pela rede de serviços de saúde, educação e gastronomia. Nas margens do Rio Capibaribe, o bairro das Graças vive à tranquilidade das crianças que brincam em frente das igrejas da localidade, tudo parece funcionar em outro ritmo. E é assim, caminhando em passo desacelerado que os pais deixam os filhos na escola, fazem a feira no mercadinho, montam quermesse e papeia despretensiosamente na calçada com o vizinho. Os moradores da localidade consideram-se privilegiados pela localização estratégica na Zona Norte da capital pernambucana, com colégios tão tradicionais como o Colégio presbiteriano Agnes , e o colégio católico Damas, com a sua capela em estilo Neo Gótica. O bairro tem as suas trações com restaurantes sofisticados, as Graças tem hoje um dos metros quadrados mais valorizados do Recife. Tanta especulação imobiliária, porém, tem um preço.





Rapidamente as casas estão dando lugar a torres e arranha céus e as ruas vão trocando os paralelepípedos por asfalto. Mesmo crescendo de forma vertical, o bairro ainda conserva alguns dos seus cartões-postais de épocas históricas, com prédios altos de quatro andares em que as “sinhas” ficavam nas varandas observando o ritmo lento da cidade. A Rua Joaquim Nabuco e suas casinhas coloridas que abrigam ateliês, cafeterias e escritórios; a Ponte da Capunga, que liga as Graças à Madalena; o baobá secular que já virou referência, na Rua Madre Loyola; a antiga estação de trem e o Museu do Estado, na Avenida Rui Barbosa, e o casarão onde nasceu o poeta Manoel Bandeira, que hoje abriga um restaurante.
Clínicas e hospitais é um serviço que não falta no bairro, existe uma variedade de especialistas na Rua das Pernambucanas.
E não é só isso, se a fome bater logo de manhã cedo, a Casa dos Frios oferece um dos melhores cafés da manhã da localidade para você e a família e os amigos. Ou se você preferir, no final da tarde, venha saborear um delicioso sorvete na sorveteria Santo Doce, na Rua do Futuro.
Segundo a Prefeitura do Recife, Hoje, a população e as dimensões territoriais são bem mais expressivas são 20.538 residentes habitantes numa área de 148,8 hectares, limitados pelos bairros do Derby, Madalena, Torre, Aflitos e Espinheiro. Algumas ruas, entretanto, ainda mantêm o nome de origem. Jacobina, Quatro Cantos, Baixa Verde, Creoulas, Jacinto, Pernambucanas, Amizade e Graças.





Fonte:
Jornal do Comércio
Site da Prefeitura do Recife
Fundação Joaquim Nabuco


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